Em Jundiaí, a variação geológica entre os solos residuais de migmatitos da Serra do Japi e os colúvios da depressão periférica muda completamente a resposta sísmica de um terreno. Já vimos terrenos a 500 m de distância com VS30 de 280 m/s e 520 m/s respectivamente. A classificação de sítio não se presume — se mede. O ensaio MASW registra a dispersão de ondas Rayleigh com geofones de 4.5 Hz e arranjos de 24 canais, processando a curva de dispersão para obter o perfil unidimensional de Vs. O dado final é o VS30, parâmetro obrigatório na NBR 15421 para definir a categoria sísmica do solo. Para obras industriais na região da Anhanguera, complementamos a campanha com sondagens SPT quando a estratigrafia é heterogênea e o contraste de impedância precisa ser verificado em profundidade.
A classificação VS30 define o espectro de projeto sísmico: não medir é assumir a classe mais desfavorável e pagar por isso.
Metodologia e escopo
Fatores do terreno local
O arranjo sísmico de 24 geofones verticais de 4.5 Hz precisa de uma linha reta com pelo menos 70 m de comprimento — em terrenos urbanos de Jundiaí com desnível ou obstáculos, isso exige planejamento prévio. A fonte de marreta gera ruído de baixa frequência que contamina os primeiros 5 m do registro se o trigger não estiver bem calibrado. Processamos os dados no domínio f-k com filtros de coerência para separar modos fundamentais de harmônicos superiores, especialmente em perfis com inversão de velocidade. O erro no VS30 por inversão incorreta pode deslocar a classe de sítio e alterar o coeficiente de aceleração horizontal em mais de 30%. Em áreas próximas a taludes da Serra do Japi, a presença de blocos de rocha em matriz de solo residual gera dispersão anômala que requer processamento manual da curva.
Normas aplicáveis
NBR 15421:2006 — Projeto de estruturas resistentes a sismos, NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações, ABNT NBR ISO/IEC 17025 — Requisitos gerais para competência de laboratórios
Serviços técnicos vinculados
Perfil MASW ativo com VS30
Arranjo de 24 canais com geofones de 4.5 Hz para medição de ondas Rayleigh e obtenção do perfil de Vs até 30 m. Relatório com curva de dispersão, perfil invertido e classificação de sítio ABNT.
Microzoneamento sísmico local
Execução de múltiplos perfis MASW em malha para mapeamento da variação espacial do VS30. Útil para loteamentos e distritos industriais com exigência de estudo de resposta sísmica.
Inversão conjunta MASW + refração
Combinação de dados de refração sísmica (ondas P) com MASW (ondas S) para obter razão de Poisson dinâmica e módulo de cisalhamento máximo (G0) do perfil.
Relatório para memorial de cálculo sísmico
Documentação técnica com perfil Vs, VS30, classe de sítio e parâmetros de espectro de resposta elástico para anexar ao memorial de cálculo estrutural conforme NBR 15421.
Parâmetros típicos
Perguntas comuns
Qual o custo de um ensaio MASW com VS30 em Jundiaí?
O valor de referência é $100.000 por perfil executado, incluindo mobilização de equipamento na região de Jundiaí, aquisição de dados com sismógrafo de 24 canais, processamento da curva de dispersão e relatório técnico com perfil Vs e classificação de sítio.
Qual a profundidade máxima que o MASW atinge em solos de Jundiaí?
Com fonte sísmica ativa (marreta de 8 kg) e arranjo de 24 geofones de 4.5 Hz, a profundidade de investigação chega a 30 m em solos siltosos e argilosos da região. Em perfis com rocha alterada muito rasa, a profundidade útil é limitada pelo contato com o embasamento, geralmente entre 15 e 25 m.
Quanto espaço o arranjo sísmico ocupa no terreno?
O arranjo padrão com 24 geofones espaçados a 5 m ocupa 115 m de comprimento em linha reta. Em terrenos menores, reduzimos o espaçamento para 3 m, obtendo um arranjo de 69 m com menor profundidade de investigação, mas ainda suficiente para o cálculo do VS30.
O ensaio MASW substitui a sondagem SPT?
Não. O MASW mede a velocidade de ondas de cisalhamento para classificação sísmica, enquanto o SPT fornece índice de resistência à penetração e amostras de solo. São ensaios complementares: o MASW define a classe de sítio e o SPT alimenta o projeto de fundações.
O resultado do MASW é aceito para aprovação de projeto na prefeitura de Jundiaí?
Sim. O relatório emitido segue a NBR 15421:2006 e é assinado por responsável técnico com ART recolhida. O documento é aceito para instruir memoriais de cálculo sísmico em aprovações de projetos estruturais e licenciamentos de obras essenciais. Mais info.
